Eu programa, tu programas

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Quando frequentava o colégio não existiam aulas de informática, o meu primeiro computador chegou a minha casa no último ano do curso e, no trabalho, recebi um dia um e-mail que me dava as boas-vindas ao maravilhoso mundo das mensagens online. A partir daquele dia, a velocidade da evolução de tudo relacionado com a Internet cresceu e continua crescendo, de forma exponencial. É imparável.

Sempre me pareceu que os programadores informáticos tinham outro tipo de inteligência por serem capazes de realizar um trabalho tão complicado como é comunicar com as máquinas. Mas algo está acontecendo ultimamente, já que não paro de ler artigos que asseguram que estamos na era da programação e que todos podemos nos transformar em escritores, não de palavras, mas sim de código informático de forma simples e natural. Será possível?

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2014 foi declarado o Ano do Código no Reino Unido. Esta iniciativa, cujo lema é “Programar é mais fácil do que pensa”, pretende sensibilizar toda a nação para a importância de uma transformação que pressupõe ter conhecimentos básicos de programação tanto como critério e emprego como motor de inovação e crescimento econômico.

Num artigo no The Guardian, Dan Crow, professor de Informática na Universidade de Leeds, defendia o alargamento do ensino de programação nas escolas, não porque será necessário aos alunos em futuros trabalhos, mas sim porque é crucial que as futuras gerações possam conceber o mundo da mesma maneira. Este professor, conselheiro do Ano do Código, está convencido de que hoje em dia vivemos num mundo dominado pelo software, cuja linguagem não é outra que não a do código informático. Para além disso, quem conhece o seu funcionamento alcança um poder que só é limitado pela imaginação.

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Em setembro, no início do novo ano escolar, todas as escolas do Reino Unido começarão ensinando informática no ensino primário. Outros países como a Estónia já implementaram essa medida há algum tempo e em França, há poucas semanas, foi discutida a sua instauração no sistema educativo. No interessante artigo “Dominas el lenguaje del siglo XXI?”, Isabel Andrade, colaboradora do Toyoutome, nos fala das iniciativas que estão sendo desenvolvidas em várias partes do mundo e dos conhecimentos, capacidades e competências desenvolvidos pelos alunos quando trabalham programação na sala de aula. Desde o estímulo do pensamento lógico até ao empreendedorismo inovador. Isabel garante que nunca é tarde para aprender a programar a primeira linha de código.

Para os que já não podem aprender no colégio, como eu, e que tenham curiosidade por começar aprendendo esta nova linguagem, recomendo o sítio gratuito . Basta registrar-se e selecionar a linguagem de programação que deseja aprender, passo a passo e a partir do zero.

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