O que ‘e-compramos’?

Os hábitos no momento de comprar estão a mudar com a evolução e a adoção da Internet e das novas tecnologias. Em fevereiro, a CMT publicou os dados relativos ao comércio eletrónico em Espanha durante o terceiro trimestre de 2011. Dados que permitem ver a relevância que conquistou a todos os níveis: após dez trimestres consecutivos a apresentar crescimento e com uma faturação de mais de 2400 milhões de euros, pela primeira vez, o volume de negócio gerado pelo e-commerce entre residentes em Espanha e lojas online espanholas superou as compras feitas em lojas online estrangeiras. Além disso, o volume de transações superou também os seus níveis máximos.

EVOLUÇÃO TRIMESTRAL DO VOLUME DE NEGÓCIOS DO COMÉRCIO ELETRÓNICO SEGMENTADO GEOGRAFICAMENTE (milhões de euros)

O e-commerce é um assunto recorrente e estamos conscientes da sua importância, mas como se comportam os espanhóis e em que gastam o seu dinheiro quando e-compram? The Cocktail Analysis publicou a Primeira Vaga do Observatório de Compra Online e passamos a fazer um resumo dos pontos mais interessantes:

 

  • Por categorias:

Em função do tipo e da natureza de compra, foram definidas as seguintes categorias:

  1. Nativas (Produtos e serviços cujo uso e compra só fazem sentido no mundo online, quase por definição). Subscrições de serviços online, Cursos online e Aplicações para celular e tablet.
  2. On (São as categorias cujo peso da compra online é superior à média de todas as categorias). Estão incluídos dentro desta categoria: viagens, ócio, software e aluguer de veículos.
  3. Ropo (Research Online, Purchase Offline): Nestas categorias, a busca de informação é realizada na Internet, enquanto a compra é realizada offline. Neste acrónimo, estão incluídas as categorias cujo peso da busca é mais elevado do que a média.
  4. In between: Categorias nas quais o volume de pessoas que compraram os produtos online, pelo menos em determinado momento, é muito parecido com o volume de pessoas que continuam a comprá-los exclusivamente offline.

A percentagem representa a proporção de usuários que compraram pela Internet pelo menos um produto da categoria em questão sobre o total de compradores de cada categoria.

 

  • A experiência no momento da compra:

O ponto mais valorizado é a clareza relativamente aos aspetos do processo de compra. Isto coincide com a maior queixa por parte dos usuários: mais de 70% dos compradores declaram ter desistido de uma compra durante o processo devido à falta de clareza e de informação relativamente às condições.

Além disso, os compradores online continuam a ser zelosos da sua privacidade e 50% dos compradores expressam uma perceção negativa em relação a terem de se registar e dar demasiados dados pessoais na rede.

Para mais, quanto mais intensivo é o comprador (percentagem de categorias compradas online sobre o total de categorias compradas), mais exigente se revela nas suas compras. Valoriza mais a transparência nas informações e o reconhecimento dos clientes e, ao mesmo tempo, é também mais provável que reclame se ficar insatisfeito com a compra.

 

  • A capa social das compras online

Quase metade dos compradores online efetuou uma compra pela Internet com companhia durante o ano passado. E compraram com alguém fundamentalmente para partilhar gastos de envio ou uma oferta especial. As compras relacionadas com o lazer e a alimentação são as categorias que mais êxito alcançam neste tipo de compras.

Além disso, os consumidores gostam de partilhar as suas compras online, especialmente através das redes sociais e dos serviços de mensagens instantâneas.

 

  • O rol de dispositivos nas compras online

60% dos internautas entre os 15 e os 55 anos ligam-se à Internet através de dispositivos móveis com regularidade. São os consumidores com compram com mais frequência na Internet e o seu consumo mais intensivo ocorre em categorias que estão relacionadas com a Internet, como aplicações ou tecnologia.

17% dos usuários de smartphones e 27% dos usuários de tablets afirmam ter comprado ou reservado pelo menos um produto em 2011. Os produtos mais comprados foram as aplicações, os jogos ou software, ao passo que as restantes categorias ficaram relegadas para segundo plano. Não obstante, parece estar a surgir um fenómeno emergente neste tipo de compras.

 

  • Os gastos em compras online

Durante 2011, os maiores gastos foram realizados em viagens, tecnologia e alimentação, enquanto o consumo mais frequente disse respeito a jogos de azar e apostas, seguidos da alimentação.

 

The Cocktail anuncia no seu blogue que, nas semanas que se seguem, publicarás análises mais específicas sobre as compras online relativamente a algumas categorias de produtos. Nós, aqui no Toyoutome Blog, estamos ansiosos por dar uma vista de olhos às suas novas publicações. Entretanto, deixamos aos nossos leitores este artigo de Cinco días que também fala sobre o interessante trabalho realizado nesta Primeira Vaga do Observatório de Compras Online.

 

 

Patricia Navas-Parejo Dorador
Change Management, PRISA Digital

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