201 emoções. Womenalia Inspiration Day 2015

Durante o #WomenaliaDay, na passada quinta-feira, a doutorada em psicologia Laura Rojas Marcos @laurojasmarcos falou-nos sobre as emoções. Contou-nos que, de acordo com os especialistas, os seres humanos sentem 200 tipos de emoções diferentes e têm 400 palavras para as expressar. Existem listas de todas elas divididas de forma hierárquica.

Fiquei a pensar se terei sentido já todas elas…

As nossas emoções básicas são apenas 5:

• Tristeza: Perda
• Alegria: Ganho
• Medo: Ameaça
• Asco: Repúdio
• Ira: Transgressão da liberdade

emociones

Ao longo de todo o dia, experimentamos emoções: misturadas, simples, complexas, diferentes, contraditórias… uma grande confusão.

Muitas vezes, nem sequer sabemos o que sentimos: como se chama isto que estou a sentir? É muito saudável saber o que estamos a sentir, dar-lhe um nome.

O cérebro não sabe se o estímulo que recebemos é real ou não e isso faz com que, muitas vezes, se gerem episódios de ansiedade perante muitas situações, porque o cérebro vai reagir sempre como se fosse real. Por exemplo, ao vermos um filme, não é real, mas sentimos as emoções como se fossem reais.

O nosso corpo reage de maneira extraordinária perante as emoções. Esta é uma imagem da temperatura do corpo a reagir a várias dessas emoções:

bodytemperature

Assim, por exemplo, a ira (anger) provoca um aumento da temperatura na cabeça, no peito e nas mãos. É por isso que muitas pessoas, quando sentem ira, reagem de maneira violenta com as mãos: dão um murro na mesa, batem com a porta ou dão uma bofetada.

O amor (love), em que se inclui o carinho, a proximidade e não apenas relativamente a outras pessoas mas também a lugares, projetos, etc., sente-se como um aumento da temperatura em todo o corpo.

As emoções complexas e as relações entre elas são realmente interessantes e, em alguns casos, até mesmo divertidas:

Emoção

Composta por

Deleite Alegria + Surpresa
Sentimentalismo Confiança + Tristeza
Vergonha Medo + Nojo (asco)
Indignação Surpresa + Ira
Pessimismo Tristeza + Antecipação
Morbidez Nojo (asco) + Alegria
Dominação Ira + Confiança
Ansiedade Antecipação + Medos

A própria doutora reconheceu que, quando tem fome, há uma mudança de caráter e fica de mau humor. Isto é algo que acontece com bastante frequência; se é a hora da refeição e vemos alguém numa reunião com um ar de enfado, está na hora de fazer um intervalo para almoçar, sobretudo se for um cliente ou simplesmente se quisermos ter uma boa relação com essa pessoa. Ou então, temos de andar sempre com umas bolachinhas no bolso  🙂

O importante é identificar, conhecer essas emoções. Ajuda-nos a compreender-nos a nós mesmos.

O lado direito do nosso cérebro é puramente emocional, sentimos que precisamos de algo, mas o nosso lado esquerdo, que é lógico e que toma a ação, tem de reconhecer o que precisamos, afinal. Se não o avaliarmos e agirmos corretamente, surge o mal-estar, a ansiedade.

É surpreendente ver a quantidade de pessoas que não sabem o que querem ou que não sabem do que gostam e que, muitas vezes, expressam ou dizem que querem algo através de convenções sociais, porque lhes disseram “devias gostar disto”. Esta situação conduz também à ansiedade ou ao mal-estar connosco mesmos.

Há três maneiras de gerir as emoções:

  • Pessoas com autoconsciência: Reconhecem a emoção e gerem corretamente as suas emoções.
  • Consumidos: Sentem-se assoberbados pela quantidade de sentimentos, são pessoas que são todas coração, muito emotivas. Mas são também muito impulsivas.
  • Aceitantes: “As coisas são assim” e não apresentam resposta alguma para mudar a situação. É a Síndrome de Desamparo Aprendido de Martin Seligman.

É possível fazer exercícios de autoconhecimento, por exemplo, colocando-nos a pergunta: “Gosto de mim mesmo?”. Na resposta sincera, encontraremos muitas e interessantes questões para nos colocarmos no dia-a-dia e assim melhorar o nosso estado de espírito.

E não apenas isso, também serve para explicar e prever as coisas que nos acontecem e dar a volta à situação para que as coisas nos corram melhor. (Para estabelecer os nossos objetivos, é muito recomendável a técnica de Aritz Urresti e das suas GoalBoxes).

Muito importante é saber que não é mau ter emoções negativas, temos apenas de saber compreendê-las e canalizá-las.

É preciso ter muito cuidado com as emoções que são destrutivas: Inveja, Inferioridade, Desamparo, Rancor, Ressentimento, Ciúme…

Há que ter um cuidado especial com a Inveja para não cairmos na “tirania do deveria” (teoria desenvolvida por Karen Horney) e que nos conduz à tirania de um eu idealizado: “devia ter feito isto”, “devia ter agido desta maneira”. É como fazer uma corrida contra nós mesmos e ficar em segundo lugar, completamente frustrante.

É preciso saber tolerar a frustração e é bom queixarmo-nos porque é um alívio, mas se as queixas forem contínuas, corremos o risco de nos tornarmos pessoas lamentosas. Para solucionar este problema, comecei a fazer o exercício de Will Bowen, que consiste em pôr um elástico ou uma pulseira num dos pulsos e passar 21 dias sem proferir uma única queixa.

Se não conseguirmos, muda-se de pulso e voltamos a começar.

Em experiências realizadas, houve pessoas que demoraram 6 meses a completar o exercício.

Isto obrigar-nos-á também a pensar mais positivo.

Nos nossos relacionamentos com os outros, passamos o dia a trocar emoções entre nós, mas o que fazer quando estamos com pessoas que estão continuamente a projetar-nos as suas emoções, sobretudo se são negativas?

Temos de saber muito bem quem está ao nosso redor. Cuidado com as pessoas tóxicas! Se as soubermos identificar, saberemos o que podemos fazer.

E, acima de tudo, é preciso ter AMABILIDADE, connosco mesmos e com as pessoas que nos rodeiam.

Descansar, desligar e desfrutar dos nossos tempos de lazer. Isso vai ajudar-nos.

A emoção 201 foi desfrutar desta conferência e deste vídeo: BEING, NOT DOING.

Si quieres ver la charla de Laura Rojas Marcos en el Womenalia Inspiration Day 2015 haz cilc en los siguientes enlaces:

https://www.youtube.com/watch?v=wiFhTjuRhYU

https://www.youtube.com/watch?v=7BRO6-uuIRw


Gabriel Pinto

Jefe de Proyecto Técnico, PRISA Radio

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado.

MENU
Leer entrada anterior
Asimov já falava de ensino online há quase 30 anos

As previsões de Isaac Asimov são sempre surpreendentes e, apesar de terem sido feitas nos primórdios da Internet e numa...

Cerrar