A bordo de la transformación

Red 2013

Dados, dados, dados… Ao longo dos últimos anos, o volume de informação digital tem crescido a um ritmo vertiginoso, de tal modo que, de acordo com a IBM, em 2011, começou a se gerar a cada dois dias a mesma quantidade de dados criada entre os primórdios da humanidade e 2003: cinco exabytes, ou seja, 5.000 milhões de GB. E a situação está longe de ficar por aí, pois as previsões indicam que, neste ano de 2013 que acaba de começar, esses cinco exabytes serão gerados a cada 10 minutos. Alucinante.

Se já é difícil ter uma ideia de como devemos nos movimentar neste oceano de uns e de zeros, nos próximos anos, o mundo digital continuará adquirindo dimensões estratosféricas. Não é sem razão que a consultora Frost & Sullivan estima que, em 2020, haverá 5.000 milhões de usuários de Internet e 80.000 milhões de dispositivos conectados em todo o mundo, com uma média de dez terminais por residência e de cinco por pessoa. E isto significa mais criação e mais intercâmbio de dados.

Estes números voltam a dar mostras de uma grande transformação que, ao longo dos últimos anos, esteve apenas dando os primeiros passos, por mais mudanças a que tenhamos assistido nas mais diversas áreas da nossa realidade: os negócios, o entretenimento, a educação, a música, a televisão, a publicidade, a privacidade dos dados, a segurança… Tudo o que foi já reinventado está à mercê de novas reviravoltas, a maioria delas relacionadas com a proliferação dos dispositivos móveis, o consumo de conteúdos em qualquer momento e em qualquer lugar, o poder das redes sociais e os big data, ou seja, a informação que cresce de forma tão rápida que é impossível processá-la com as aplicações de gestão de bases de dados tradicionais.

Com o objetivo de nos adiantarmos à realidade que está chegando e de dar resposta a algumas dúvidas, nós aqui no Toyoutome sugerimos a 16 profissionais da PRISA que analisassem os campos da sua especialidade, resumindo o que, na opinião deles, mais se destacou nesse âmbito em 2012 e o que marcará o ano de 2013. E foi assim que nasceu o nosso calendário de tendências inspiradoras, que compila alguns dos pontos-chave que terão de ser tidos em conta por todas as organizações que queiram não só sobreviver, mas também sair reforçadas da transformação digital em que já nos encontramos, sobretudo nas seguintes áreas de negócio: Editorial-Educação, Imprensa, Rádio e Audiovisuais.

Em traços gerais, e seguindo o nosso calendário de tendências, estes são os principais desafios que teremos de enfrentar e para os quais teremos de começar a apresentar soluções nos próximos doze meses:

Novas formas de gerir a informação:

 • O mais interessante nos big data não é a quantidade de informação a que podemos ter acesso, mas em que medida seremos capazes de utilizá-la de forma correta, de modo a apresentar valor aos leitores, usuários ou clientes.

• A Lei de Transparência, que entrará em vigor brevemente em Espanha e que já se encontra implementada em muitos países, pressupõe a abertura a um volume prodigioso de informação pública que deve ser processado para extrair as histórias que se escondem a partir da combinação de distintas fontes de dados. Neste contexto, o chamado Jornalismo de Dados terá um papel fundamental.

• No âmbito das redes sociais, vencerão os usuários que saibam distinguir e digerir uma quantidade de dados que se aproxima do infinito, assim como os que forem capazes de integrar diferentes ferramentas e serviços.

Reinvenção de serviços e conteúdos:

  • A confluência entre as audiências da televisão e as redes sociais irá exigir uma revisão profunda dos conteúdos audiovisuais, de modo a adaptá-los a uma nova forma de consumo. Chegou a era das segundas e terceiras telas.

• A mobilidade levou os conteúdos audiovisuais às mãos do usuário. Em 2013, seremos testemunhas de uma proliferação de telas móveis de todos os tamanhos e da interação entre elas.

• Surgirão mais serviços e conteúdos de áudio online, impulsionados por um consumo crescente a partir de dispositivos móveis.

• Os videogames deverão também aproveitar o impulso dessa nova realidade multiplataforma.

• Assistiremos a avanços em modelos de pagamento por conteúdos mais criativos e flexíveis, assim como no comércio eletrónico móvel ou SoLoMo.

• A narrativa continuará a sua simbiose com a Internet, aproveitando fenómenos como a edição de autor, os exclusivos digitais e as críticas positivas a obras literárias feitas nas redes sociais.

• As marcas exigirão que a criação das suas campanhas publicitárias tenha um apoio editorial, de modo a dar mais valor acrescentado ao cliente final.

Atualização da formação:

• A evolução digital torna necessário adaptar as formas tradicionais de aprendizagem e de ensino, um campo no qual os cursos MOOC ganham cada vez mais importância.

• A imparável introdução da tecnologia nas aulas propiciará o arranque de novas iniciativas para aprender de uma forma interativa e colaborativa.

Melhorias na segurança, privacidade e direitos digitais:

  • É necessário encontrar um equilíbrio entre o direito fundamental à privacidade dos usuários e o crescimento da indústria online.

• Os usuários deverão proteger os seus dispositivos móveis à semelhança do que fazem com um PC, devido ao aumento do malware nestes terminais específicos.

• As novas tarifas dos direitos musicais não resolveram o problema da indústria tradicional e é preciso levar a cabo uma renegociação.

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