A app mais divertida para aprender inglês

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Aprender inglês enquanto se diverte é a premissa de que parte a nova aplicação móvel que a Richmond acaba de desenvolver. O seu editor, Luke Baxter, conta-nos todos os pormenores desta app gratuita, disponível tanto para sistemas operativos iOS como Android. Para ele, no ensino de idiomas, é fundamental brincar.

As 10 respostas de Luke Baxter- Digital Publisher Richmond:

P- Como editor digital de língua inglesa, diga-nos qual é a mudança fundamental que crê que trouxe a mobilidade (smartphones e tablets) na aprendizagem de idiomas?

No tempo em que era professor e os tablets eram apenas um suporte com o qual os romanos escreviam, tinha de ir carregado todos os dias de aula em aula com um monte de livros, cassetes, gravador, vídeos, dicionários, etc. Agora tudo mudou, os professores podem levar tudo o que necessitam num só suporte   com uma capa e os alunos têm possibilidade de estar permanentemente ligados, praticar um idioma quando e onde quiserem, utilizando as aplicações e programas que mais os motivem para a aprendizagem de uma língua.

P- Acaba de lançar uma nova aplicação para aprender inglês, a “The Big Picture App”. A importância da gamificação no seu desenvolvimento é evidente, já que tem semelhanças com o famoso livro/jogo “Onde está o Wally?”. Como surgiu a idéia?    

No ensino de idiomas, no nosso caso em concreto, do inglês, sempre se tentou que aprendizagem fosse o mais agradável e divertida possível. A estratégia principal em que se baseia a “The Big Picture App” é podermos encontrar no jogo objetos/pessoas escondidos entre um número interminável de figuras. Para que entendam melhor, um dos jogos mais conhecidos deste gênero é “Onde está o Wally?”. Trata-se de uma técnica muito utilizada na aprendizagem do inglês. Com a “The Big Picture App” dá-se uma volta ao jogo, já que entra em prática a dimensão linguística. Para alcançar o objetivo do jogo há que entender primeiro a mensagem da aplicação para depois poder procurar a mensagem. São incríveis as possibilidades oferecidas pelos dispositivos móveis ao ensino de idiomas em geral, e à nossa aplicação em concreto: pode-se navegar através da imagem, ampliá-la ou reduzi-la, ler, escutar, ganhar pontos, passar de um nível de dificuldade para outro, competir com outros jogadores, contar o tempo de consecução dos desafios …

P-Acredita que, ao desafiar amigos e colegas, se alcança uma maior motivação? Que outros parâmetros ajudam a este objetivo? 

A palavra “gamificação” está na moda e isso faz com que, de certa forma, perca o seu sentido. Sabemos que o significado deste termo na educação é muito importante e já há muito tempo, não é de agora. Os professores sempre utilizaram jogos no ensino e empregaram sistemas de pontos para motivar os seus alunos.

As imagens criadas pelo nosso artista, Jamil, são incrivelmente detalhadas, e o jogador pode perder-se nelas. Terá de observar a imagem em profundidade para encontrar o que procura. Foram introduzidos elementos para despistar o jogador e é engraçado ter de descartá-los enquanto durante o jogo. Por exemplo, se estiver procurando “A man talking to his friends with sunglasses on”, terá de ignorar os homens com óculos de sol que não estão falando com ninguém … e são muitos! Todos esses processos mentais apoiam a aprendizagem do aluno.

P- Que destrezas linguísticas são mais potenciadas por “The Big Picture App”?

Foi desenvolvida, essencialmente, para a prática de vocabulário, já que consiste em procurar objetos. Também se trabalha a gramática. Por exemplo, na seguinte frase: “A fireman who should be wearing a helmet” só se saberá que há que procurar alguém sem capacete se se tiver entendido corretamente a frase. Para além disso, pratica-se a compreensão escrita e oral já que se pode optar por ler e escutar, só escutar ou só ler.

P-O que acrescenta a “The Big Picture App” em relação a outras aplicações para aprender idiomas existentes no mercado?

Na minha opinião, o que acrescenta é que é realmente divertida. Muitas apps são um pouco secas, centram-se apenas em exercícios para praticar, aprovar exames ou memorizar tempos verbais. Foram concebidas para a aprendizagem pura e dura e tem a sua razão de ser, mas creio que é fundamental nos divertirmos enquanto aprendemos. O que mais gosto nesta app é ver alguém de língua inglesa brincando com ela, significa que é divertida para além de ser pedagógica.

P – Esta versão é destinada a adultos. Poderia ser adaptada a usuários mais jovens?

Perfeitamente. De fato, estamos estudando quais dos nossos cursos para crianças poderiam ter jogos como este como material complementar.

P-Luke, pode nos adiantar algum projeto digital no qual estejam trabalhando neste momento?

Sim, estamos trabalhando em muitos projetos inovadores. O meu favorito é uma série digital de “Maze Readers”. Segue o mesmo formato dos livros de quando éramos pequenos, em que podíamos escolher a nossa própria aventura. Lembram-se? Esses em que podíamos escolher diferentes finais: “Para lutar com o dragão, salte para a página 20. Para fugir, salte para a página 74.” Creio que, em formato digital, vão ganhar muito, já que não será possível fazer batota ;) e poderemos acrescentar outros elementos que ajudem na aprendizagem, como o vídeo e o áudio. É um projeto ideal para praticar e melhorar a compreensão escrita, já que em cada página há que tomar uma decisão, e para isso, é imprescindível compreender todo o conteúdo. Os primeiros que publicaremos serão os especializados em inglês de negócios, mas vamos expandir a coleção a outros gêneros e níveis diferentes.

P-Gostaríamos agora que nos contasse os seus segredos digitais. Ebook e /ou livro impresso?

Adoro o impresso. De facto, tenho estantes enormes cheias de livros e             discos de vinil. Penso que o digital tem de acrescentar valor ao impresso. Um livro de texto convertido em PDF, apenas, só se diferencia do impresso por pesar menos, o que não me parece um grande avanço. Se a esse livro de texto acrescentarmos áudio, vídeo, animações, referências, glossário, interatividade, etc., então sim, se consegue marcar a diferença e melhorar o processo de aprendizagem, torna-se realmente new media.

P-Qual é a aplicação que mais utiliza no seu smartphone/tablet? Nos recomenda alguma? 

Creio que há livros para crianças muito bonitos feitos pela Nosey Crow. Para adultos, recomendaria sem dúvida o libro de Al Gore, “Our Choice” sobre ecologia. Ambos demonstram o que dizia anteriormente sobre como um produto digital pode acrescentar valor ao de papel.

P-  Gosta mais do Twitter ou do Facebook?

Facebook! Como constataram, adoro expressar-me, gosto de me ouvir … Custa-me estar limitado a 140 caracteres! Por experiência própria, para me expressar bem, de forma completa, elegante e exata, tenho que dispor de toda a riqueza oferecida pela linguagem do vocabulário que o idioma coloca ao nosso alcance… Viu? Era uma pergunta só de uma palavra e utilizei 460 caracteres para responder. :)

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