Como funciona a relação entre as marcas e os ‘influencers’

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A promoção de conteúdos é a principal mais-valia que as marcas procuram quando decidem colaborar com um influencer. Pelo menos, é a opinião expressa por 67% dos mais de 600 profissionais da comunicação e do marketing que participaram no II Estudo sobre o estado das relações com os influencers, elaborado pela Augure a partir de inquéritos realizados em 30 setores de atividade diferentes de 32 países.

A seguir a esta prioridade, outras das situações estratégicas em que se trabalha com pessoas influentes são o lançamento de produtos e a criação de conteúdos, tendo ambas as opções sido apontada por 59% dos inquiridos, seguindo-se a organização de eventos (45%) e ações de comunicação corporativa (32%), SEO (23%) e gestão de crises (14%).

Situaciones-report-augure-686x531Segundo o mesmo estudo, o Twitter consolida-se como o principal meio para desenvolver as campanhas com influencers. E não é por acaso, pois 68% dos entrevistados considera que esta rede social é um veículo fundamental para este tipo de ações. Os blogues mantêm a sua relevância e situam-se na segunda posição para 54% dos profissionais, seguidos do Facebook, que é considerado relevante para 51% dos inquiridos (em comparação com os 29% de 2014).

O Instagram fica na quinta posição (24%). Apesar do forte crescimento deste canal, parece que as redes sociais “visuais” continuam a ser pouco utilizadas nas campanhas com influencers. De facto, o Pinterest e o Vine ocupam os últimos lugares, com 3% e 1%, respetivamente.

Igualmente surpreendente é a posição do LinkedIn, cuja estratégia está muito orientada para realçar o valor dos influenciadores, uma vez que apenas 20% dos inquiridos indica que utiliza este canal para se relacionar com eles.

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Outras das conclusões deste estudo são as seguintes:

  • De acordo com 55% dos profissionais da comunicação, a principal motivação de um influencer no momento de trabalhar com as marcas é ampliar a sua comunidade. A criação de conteúdos de qualidade para o público continua a ser um critério relevante (45%), seguido mais de longe pelo reforço da marca pessoal (29%), a obtenção de vantagens (25%), a remuneração (24%) e a vivência de experiências especiais (22%).
  • Perante a crescente importância dos influencers nas estratégias das marcas, impõe-se a necessidade de repensar o modelo económico que se lhes associa. Cerca de 70% dos inquiridos crê que não é necessário pagar-lhes. Na prática, 9% assegura que remunera sempre estes colaboradores, ao passo que 33% afirma que nunca o faz (36% fá-lo “muito de vez em quando” e 22% “frequentemente”).
  • Os responsáveis de relações públicas são quem gere os relacionamentos com os influencers. Ainda que nenhum perfil se destaque claramente por unanimidade em relação ao resto, o responsável de relações públicas demarca-se: para 28% dos inquiridos, deve ser este o profissional encarregado das campanhas a nível do relacionamento com os influencers. Em segundo lugar, encontramos dois perfis com 17% cada um: o community manager e o diretor geral (CEO). Este último situa-se inclusivamente à frente do responsável de marketing digital (11%).

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