Cisco: 360º em torno da inovação

Cisco

“A inovação está no nosso ADN.” Esse é um dos mantras mais repetidos ao longo dos últimos anos por todo o tipo de companhias e, em particular, pelas tecnológicas. Para provar que, no caso da Cisco, esta afirmação não é uma frase feita, basta ver alguns dos seus números: 13.000 patentes registradas, 21 centros de I+D, 170 laboratórios e mais de 25.000 engenheiros distribuídos por todo o mundo.

Além disso, o fabricante destina todos os anos 6.000 milhões de dólares (cerca de 12% das suas receitas globais) à I+D e completa a sua estratégia de inovação através de aquisições e acordos de colaboração com todo o tipo de sócios. Esta aposta em se situar à frente da vanguarda se traduziu na criação de inúmeros produtos e serviços de comunicação que, de acordo com Elvira Alcalá-Zamora, diretora de Recursos Humanos da companhia em Espanha, “contribuíram para transformar a forma como vivemos, trabalhamos, aprendemos e nos divertimos”.

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Elvira Alcalá-Zamora

Uma cultura de inovação

Um dos instrumentos de inovação mais importantes da Cisco é o grupo de engenheiros Technology Radar, constituído por mais de 80 especialistas que analisam as principais tecnologias emergentes. Mas Alcalá-Zamora realça que a inovação na Cisco provém de qualquer trabalhador: “Criar uma cultura em que se aprecia, fomenta e reconhece as boas ideias é fundamental para o nosso crescimento e para o dos nossos clientes”. Com este objetivo em mente, a companhia conta com vários programas que apoiam e impulsionam esta cultura de inovação interna, de entre os quais se destacam:

1. Innovation Challenges and Competitions. Desafios e concursos sob o tema da inovação. Alguns exemplos recentes são:

  • Cisco Internet of Everything Innovation Challenge. Celebrado entre fevereiro e março de 2014, encorajava os funcionários a conceber uma aplicação inovadora para resolver os desafios dos clientes da Cisco através da conexão de pessoas, processos, dados e objetos em seis segmentos de mercado: energia, cuidados médicos, fabrico, retail, transporte e setor público. Participaram mais de 8.700 funcionários com 516 ideias.
  • Hackathons. Eventos intensivos de desenvolvimento (alguns de 24 horas e outros de vários dias) que reúnem os engenheiros da Cisco e outros profissionais da companhia para inovar. Por exemplo, no Network Programmability Hackathon, celebrado em março de 2014, participaram 459 profissionais de 27 países nos quais a Cisco está presente. A aplicação vencedora recebeu um prêmio de 10.000 dólares e entrou no processo de incubação da companhia para ser comercializada.

2. Cisco Tech Fund. Permite aos engenheiros da Cisco utilizar equipamentos e recursos de laboratório, conceber demos e construir protótipos relacionados com tecnologias que a Cisco não esteja desenvolvendo atualmente e que poderiam levar anos a chegar ao mercado. Até à data, o Cisco Tech Fund financiou 17 projetos com muito bons resultados (incluindo 24 patentes). Alguns destes programas estão relacionados com tecnologias de Fog Computing, networking autônomo, realidade aumentada ou veículos conectados.

3. Cisco Pioneer Awards. Atribuídos anualmente aos profissionais ou equipes de trabalho que se tenham destacado na inovação de produtos ou serviços, estes prêmios são entregues pessoalmente pelo CEO e presidente da Cisco, John Chambers.

4. Connected Recognition. Ferramenta online que permite reconhecer o trabalho dos colegas ou equipes à escala global. Para isso, acede-se a um site em que qualquer funcionário pode agradecer a ajuda recebida num projeto ou felicitar os responsáveis por um trabalho concreto. Esses reconhecimentos se traduzem em vales e prêmios em numerário (dos 25 aos 2.000 dólares), sempre sob a supervisão da companhia.

5. Cisco Innovation Academy. Disponível para todos os quadros a nível mundial, independentemente do papel de cada profissional, realiza-se numa academia virtual com um grande número de recursos a pedido que podem inspirar novas ideias e ajudar os trabalhadores a aperfeiçoar as suas competências. Os funcionários são incentivados a começar por uma valorização pessoal das suas competências para depois aceder a uma formação que se apoia no e-learning, uma aplicação móvel e webinars, além de vídeos on demand, case studies, ferramentas práticas e exercícios de inovação. Trata-se de uma oferta baseada em materiais e métodos de Harvard, INSEAD, Wharton e Cornell.

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A estratégia de formação e gestão do talento da companhia se completa com a plataforma Cisco University, que oferece métodos de ensino híbridos (cursos presenciais combinados com módulos que são ensinados de forma virtual), Este modelo permite chegar às equipes, em muitos casos dispersas geograficamente, de uma forma ágil, flexível e eficiente.

Por outro lado, os profissionais da Cisco dispõem de um programa de desenvolvimento de carreira, denominado Talent Connection, para visualizar os postos disponíveis em qualquer lugar do mundo e indicar se querem ser contatados para posições a nível nacional e internacional.

De igual modo, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de jovens com talento, a companhia lança anualmente o Graduates Program, uma iniciativa para identificar entre os recém-licenciados – principalmente de cursos de Informática e Telecomunicações – os que têm maior potencial para lhes oferecer um programa de formação de um ano em Amsterdã, após o qual serão contratados no seu país de origem.

Além disso, como parte do seu esforço para ajudar a desenvolver a carreira dos funcionários, utiliza o programa de avaliação Cisco Performance Connection (CPC), que oferece feedback pelo menos duas vezes por ano, através de uma reunião de cada profissional com o seu manager direto, na qual se definem objetivos de desenvolvimento, planos de ação e aspirações profissionais. “Estas sessões permitem ao funcionário ter uma comunicação franca com os seus chefes e falar sobre as metas, aspirações e rendimento”, afirma Alcalá-Zamora.

Um ecossistema de inovação em redor da Cisco

A Cisco também acredita na inovação externa, procedente da colaboração com sócios, escolas e universidades, organismos de investigação, administrações públicas e até mesmo a sociedade no geral. “Colocamos em prática esta filosofia com a criação de uma rede global de Centros de Inovação sobre a Internet of Everything (IoE) e através de competições globais chamadas iPrize, nas quais podem participar estudantes, start-ups ou organismos de investigação associados a esses centros”, assinala a diretora de Recursos Humanos.

Até à data, os centros de inovação criados se encontram em Londres, no Rio de Janeiro e em Songdo, mas já se estão construindo outros em Barcelona, Berlim, Toronto e Tóquio.

Em relação às competições globais, já foram celebradas várias, tais como:

  • Cisco Spain Challenge, iniciativa pioneira concebida para que estudantes ou profissionais desenvolvam a sua própria ideia de negócio com relação à IoE. Organizado conjuntamente pela Cisco Espanha e pela Fundação INLEA e com a colaboração do COIT, recolheu mais de 100 ideias. Posteriormente, voluntários da Cisco e do COIT colaboraram no desenvolvimento das cinco ideias selecionadas e as duas ideias finalistas, SParking e SmartPacking, foram apresentadas durante o Cisco Connect, no dia 8 de maio de 2014.
  • IoT Innovation Grand Challenge. Competição global para empreendedores e start-ups em que as três melhores ideias sobre a IoE partilharam 250.000 dólares de prêmio para ajudar a transformar essas ideias em projetos de negócio.
  • Cisco Security Grand Challenge. Competição global para proteger o crescente número de objetos conectados à Internet: defesa contra o malware, proteção da privacidade, etc. Os seis finalistas partilharam um prêmio de 300.000 dólares.
  • IoT World Forum Young Women’s Innovation Grand Challenge. Competição global (em curso atualmente) na qual podem participar jovens mulheres entre os 13 e os 18 anos com ideias inovadoras relacionadas com a Internet of Things (IoT).

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Por outro lado, com o propósito de fomentar o interesse dos jovens pela tecnologia e ajudar a fornecer ao mercado das TI profissionais qualificados, a Cisco tem em vigor importantes iniciativas abertas a todos que também ajudam a melhorar a presença das mulheres no setor tecnológico. Algumas dessas ações são:

  • NetAcad (Networking Academy). Completo programa de formação da Cisco que ajuda a fornecer ao mercado das TI profissionais qualificados e que se realiza em colaboração com instituições educativas, administrações e outras organizações de todo o mundo. A NetAcad arrancou em 1997 com 64 escolas e, desde então, tem crescido exponencialmente até se tornar ‘a maior Universidade do mundo’, com 10.000 centros de formação em mais de 165 países e cerca de quatro milhões de estudantes formados até à data.
  • Girls ICT Day. Todos os anos, a Cisco reúne um importante número de estudantes do sexo feminino de todo o mundo (cerca de 1.000 na última edição) com diferentes executivas localizadas em várias sedes da companhia para conhecer em primeira mão as vantagens de escolher uma carreira nas TI. A reunião é realizada com recurso à solução de TelePresença da Cisco e a iniciativa está inserida no evento mundial promovido pela União Internacional de Telecomunicações, na última quinta-feira do mês de abril, que pretende impulsionar o estudo de disciplinas tecnológicas entre as jovens estudantes de escolas secundárias ou universidades.

José Ángel Plaza

Equipo de Transforamción de PRISA

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