Criatividade em crianças e jovens. Festival de Comunicação Infantil “El Chupete”

Kind mit Megafon

Como em todos os anos, o Festival de Comunicação Infantil El Chupete deixou o verão cheio de reflexões acerca de conteúdos, educação, projetos e também de apps que valem a pena.

Este ano, tudo girava em torno da criatividade nas crianças e jovens. Educadores, pais e criadores de conteúdos se preocupam muito em dizer aos filhos o que devem fazer em vez de acompanhá-los no que escolhem fazer (Jorge Ruiz, terapeuta da fala, canto dos Maldita Nerea, e colaborador da Fundação Promete). Num mundo em que a escola evoluiu pouco, estamos a cortar a criatividade e imaginação das crianças, sublinha Mar Romera (assessora pedagógica). E cita Federico Zaragoza: “Preocupamo-nos com o planeta que deixamos para nossos filhos, e devemos nos preocupar com os filhos que deixamos para o planeta”.

anuncio el chupete

Também foram muito interessantes as palestras dos criadores de conteúdos como Víctor López (Pocoyó, Jelly Jam e agora La familia Telerín) e Dani Sánchez Crespo, de Invizimals. Ambos destacam a importância de fazer transmedia: criar conteúdos que atravessem os segmentos estabelecidos de idade, formato, etc., não criar do modo tradicional (um seriado, ou um videogame isolado), mas antes ensinar “mitologias parciais”, contar a totalidade da história em vários tipos de produtos: YouTube, videogame, canal de TV, cromos, merchandising, apps, etc.

O El Chupete também está servindo de expositor das melhores apps para crianças dos últimos anos. Em torno do evento “appKIDS made in Spain”, este ano se realizou uma mesa redonda de criadores de apps para aprender idiomas (com os fundadores de ItBook e Monkimun) e duas palestras à parte (do criador de “El viaje de Alvin”, da Meikme, e José Ángel Murcia, do blog Tocamates). Quanto à aprendizagem de idiomas através de apps, o destaque foi a forma como os tablets (e o iPad em concreto) derrubaram barreiras em torno da idade: podem se produzir conteúdos pré-escolares, para crianças a partir dos dois anos, já que os computadores requerem uma psicomotricidade fina que crianças mais pequenas não possuem. Em alternativa, as crianças de um ano e meio aos dois anos podem usar os tablets sem problemas; podem ser criadas apps muito visuais e sonoras para este “novo” segmento para o qual surge um novo nicho de mercado. Para além disso, pode se tratar as crianças como nativas dessa língua (inglês, chinês…) já que está aprendendo em simultâneo a sua língua materna.

E, para terminar, a Generación Apps e o El Chupete entregaram o diploma às dez melhores apps infantis “made in Spain”, que foram:


Carmen Lucena Hidalgo

Jefe de Producto, Santillana Negocios Digitales

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