Currículo Digital: Reputação pessoal, redes sociais e seleção de talento

O impacto do Twitter, do Facebook e do LinkedIn dentro do contexto laboral é inquestionável. As redes sociais se tornaram a melhor ferramenta para os profissionais de Recursos Humanos na altura de detetar e selecionar talento.

Nenhuma área da atividade humana parece escapar ao impacto das redes sociais e o mundo do trabalho não é exceção. 90% dos internautas espanhóis têm algum tipo de perfil público nas redes sociais e o Twitter, o Facebook ou o LinkedIn já se transformaram em ferramentas imprescindíveis para a procura de emprego e para a seleção de pessoal, especialmente com o início da crise.

Buscar candidatos na Internet (Google, Facebook, Twitter, LinkedIn) se tornou uma tarefa do dia-a-dia para os selecionadores. Os dados são inegáveis nesse aspeto: 78% dos departamentos de Recursos Humanos das empresas procuram potenciais funcionários na Internet, segundo os relatórios da KBSD Digital Marketing, uma empresa de consultoria tecnológica. Mas não é tudo; 63% verifica também as redes sociais antes de contratar qualquer pessoa. Como se não bastasse, 8% das empresas já despediu funcionários por usarem de forma abusiva sítios como o Facebook ou o Twitter.

De acordo com Career Enlightenment e conforme publicado pela Mashable em 2011, quase 89% das empresas, a nível mundial, fizeram uso destas ferramentas de seleção para conseguir criar um perfil mais completo dos seus futuros funcionários. 80% das empresas utilizam o LinkedIn como uma fonte de dados para preencher os perfis incompletos e quase metade das companhias navegam pelo Facebook com o intuito de ficar a conhecer melhor os seus funcionários.

Por último, o Twitter é utilizado por 45% das empresas e é vantajoso para ficar a conhecer as reações, gostos e orientações do futuro empregado. Não há dúvida de que as redes sociais facilitam o nosso trabalho no momento de selecionar os funcionários da nossa empresa e nos oferecem um panorama mais amplo do perfil de uma pessoa, antes de darmos o passo seguinte.

Mas que elo de ligação existe entre a reputação pessoal online e a evolução profissional? É evidente que os profissionais de Recursos Humanos de hoje em dia usam as redes sociais como uma ferramenta para tentar evitar a contratação do candidato errado e vice-versa, os candidatos podem tirar partido das redes para criar o seu perfil profissional e pessoal e, assim, construir a chamada REPUTAÇÃO ONLINE.

Atualmente, o mais certo é que, antes de irmos a uma entrevista de trabalho, o nosso entrevistador já conheça os nossos gostos e já tenha formado uma ideia sobre o nosso caráter. Concretamente, cuidar da nossa imagem na Internet de forma regular tem várias vantagens: fornecemos a informação em primeira mão, evitando que outras pessoas o façam por nós, sabemos que dados estão acessíveis na Internet e projetamos uma imagem positiva e de confiança.

Está claro que o que as pessoas fazem e dizem na Internet tem mais impacto do que possamos imaginar. Mas até que ponto temos consciência do impacto que a nossa atividade nas redes sociais pode ter? Teremos realmente noção do impacto das nossas publicações?

A Microsoft revelou um estudo que indica que 56% dos funcionários não têm consciência do impacto que a sua atividade nas redes sociais pode ter sobre a sua reputação. Ou seja, os candidatos não pensam nas consequências das suas publicações.

Os candidatos têm de saber que há aspetos que podem ser negativos para o seu perfil. Qualquer comentário ou publicação que insinue algo negativo sobre nós mesmos será prejudicial para a nossa reputação online e poderá chegar mesmo a ser um motivo de exclusão na fase de recrutamento de um processo de seleção de uma empresa.

 

 

DIRETRIZES A TER EM CONTA NO MOMENTO DE PUBLICAR UM PERFIL

1.       Criar um perfil não implica contar a sua vida pessoal: Aproveite para construir a sua trajetória profissional. Para isso, redes sociais como o Facebook ou o Twitter nos permitem conhecer os vossos gostos e interesses. O LinkedIn é o portal onde podemos obter informação profissional mais específica sobre os candidatos que nos chegam às mãos e costuma ser considerada uma rede altamente profissional. Nesta rede, você pode colocar o seu currículo completo: percurso académico, experiência profissional, gostos, interesses, criações publicadas na Internet…

2.        Mostrar-se proativo ajudará você a criar um estilo próprio: Assim, você poderá conseguir apresentar uma qualidade diferente em relação aos outros candidatos, o que fará de você um candidato adequado. Mas cuidado! Não há necessidade de fazer publicações de minuto em minuto. Com breves reflexões ou menções a acontecimentos profissionais, é possível chamar a atenção de leitores recorrentes e de empresas que tenham atualmente vagas de emprego e que procurem exatamente o que você tem para oferecer.

3.       Selecionar e aceitar profissionais, empresas e entidades que sejam o reflexo dos seus interesses e objetivos profissionais. Torne-se visível comentando as suas publicações e partilhando conteúdos. Assim, você vai se tornar um verdadeiro NETWORKER.

4.       Manter a vida social e a vida pessoal separadas.

Não caia no erro de usar excessivamente as redes sociais. Certifique-se de que mantém o profissionalismo nos seus conteúdos e comentários e certifique-se também que respeita a política acerca do uso de redes sociais da sua empresa.

Em conclusão, a honestidade e a sinceridade deve ser o eixo central da nossa reputação pessoal online. Devemos ser prudentes na publicação de certos conteúdos e, o que é mais importante, usar o nosso senso comum. Você tem a sua reputação online sob controlo?

 

Charo Armenteros

Agente de mudança. Responsável pelo Ciclo do Funcionário – Recursos Humanos PRISA TV

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