Educação e tecnologia, a necessidade de se entender

Tablet PC

“A utilização da tecnologia na sala de aula não só melhorará a educação como a transformará radicalmente.” Esta é a convicção de Francesc Pedró, chefe da Divisão de Políticas Setoriais, TIC e Educação da UNESCO e autor do estudo  “A Tecnologia para a Melhoria da Educação”, texto que esteve na base da XXIX Semana da Educação celebrada em Madrid no final de fevereiro e organizada pela Fundação Santillana.

Francesc_Pedro_UNESCO_2Porém, essas mudanças radicais não surgirão por artes mágicas com a simples implementação de soluções informáticas; é necessário realizar um exercício muito mais profundo. De fato, Pedró sublinha que a tecnologia não se deve limitar a funcionar como um mero suporte através do qual se transmite conteúdos. Muito pelo contrário, o debate deve partir da seguinte pergunta: Estão os professores e o sistema educativo à altura do que o que os alunos da era digital já são capazes de fazer?

Neste sentido, duas das funções fulcrais da tecnologia são desenvolver as competências dos docentes e mudar os processos de aprendizagem. “A escola e os nossos sistemas educativos têm de ser mais eficientes”, afirma Pedró. Fica assim clara a necessidade de repensar o atual sistema educativo e o consenso entre os especialistas na hora de analisar as mudanças necessárias para alcançarmos uma educação de qualidade: faz falta formar e apoiar o professorado para adaptar os currículos às necessidades do século XXI e há que centrar o ensino no talento e nas capacidades dos alunos.

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Se o professor constitui um elo de ligação fundamental para integrar a tecnologia no contexto escolar, é lógico que seja tratado como um ponto crítico da reforma do ensino. É uma opinião partilhada por Xavier Prats, diretor geral de Educação e Cultura da Comissão Europeia e responsável pelos novos programas Erasmus+ e Marie Curie para 2014-2020: “A Europa necessita de uma nova geração de educadores capazes de explorar o potencial que a educação tem para sanar desigualdades e ultrapassar a crise.

Não é por acaso que a Secretária de Estado da Educação do governo espanhol, Montserrat Gomendio, salienta que o desemprego juvenil é “o resultado das deficiências do sistema educativo” e que a solução se baseia em “colocar a educação no nível prioritário que merece”.

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