A educação do amanhã, hoje

  Se quiséssemos olhar para o futuro próximo da educação seria simples, teríamos apenas de perguntar aos professores a sua opinião sobre os recursos tecnológicos que estão a ser desenvolvidos no seu meio. Serão com certeza os professores e não os alunos, ainda que estejam mais habituados às tecnologias, que marcarão o caminho digital da educação num futuro a curto e médio prazo. O uso massivo de tablets, quadros digitais, redes sociais ou smartphones em tarefas de aula dependerá sempre do apoio do professor: se usar estas tecnologias, se puder e souber tirar proveito delas e se o convencerem da sua utilidade didática. O professor torna-se uma peça fundamental para a atual transformação digital do sistema educativo. A sua figura torna-se necessária como timoneiro, capaz de orientar e dirigir adequadamente os seus alunos através da grande maré de dados que é a Internet, tal como fazia tradicionalmente com os livros de texto. Para analisar este futuro, a Edudemic e a MENCOPlatform realizaram esta infografia onde se observam os interesses tecnológicos dos atuais docentes e se obtêm as 10 possíveis tendências tecnológicas com maiores possibilidades de serem incorporadas nas aulas do futuro. Os dados obtidos são baseados nas opiniões sobre recursos tecnológicos aplicados ao ensino de 100 profissionais da educação da Europa e Estados Unidos. É de destacar que os professores estão mais abertos ao uso de aplicações específicas para a educação, apoiadas pelo uso de dispositivos móveis na aula. Por outro lado, avalia-se como o interesse nos quadros digitais, um dos primeiros usos de novas tecnologias na sala de aula atual, desceu notoriamente a favor de correntes tecnológicas mais recentes como o mLearning ou as explicações online. Por outro lado, o uso de videojogos na aula, que ganha cada vez mais força como recurso educativo, situa-se ainda na penúltima posição, o que faz pensar que os docentes ainda têm dificuldade em encará-los como um recurso para além do lazer. Outros pontos interessantes são que as professoras têm mais interesse na incorporação de tecnologias nas suas aulas do que os seus colegas masculinos, e que os docentes de cursos superiores estão mais dispostos a usar estes recursos.  

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