Os 7 impulsionadores da televisão inteligente

Se consultarmos a hemeroteca, já há décadas que se vem anunciando com pompa e circunstância a chegada da televisão interativa. Desde arranques para alguns privilegiados em 1991 a projetos mais ambiciosos e populares, poucos anos depois, caíram finalmente em saco roto ou não tiveram a aceitação esperada. Entre várias tentativas falhadas, encontramos a FSN da Time Warner ou a GTE Main Street da AT&T nos Estados Unidos e a Telepick de Televisión Española ou a Teletrébol de Telecinco em Espanha.

Agora, a televisão interativa regressa em força e acompanhada de muitos outros adjetivos: social, inteligente, conectada, on demand, multiplataforma, híbrida, múlti tela… Mas por que devemos levar a sério quem assegura que desta vez é a sério? Aqui ficam alguns dos argumentos esgrimidos nos fóruns sobre tendências no meio televisivo:

 

1. A comodidade do usuário. Ao contrário do que se opinava até há pouco tempo, não será um computador que finalmente outorgará a interatividade à televisão. Agora, é possível aceder à Internet no próprio televisor, sem necessidade de o ligar a um PC ou a qualquer outro dispositivo (media centers, set up boxes, consolas…). Neste campo há duas marcas que lideram: Samsung e LG.

2. O estabelecimento de padrões. Uma das barreiras para o boom da televisão interativa é que as inovações tecnológicas ficavam obsoletas demasiado rápido. No entanto, a indústria já se está organizando em torno de padrões como o HbbTV e DVB.

 

3. O vídeo on demand como conteúdo impulsionador. Em contraposição com a programação linear, os telespectadores renderam-se a uma oferta de qualidade, tanto paga como gratuita, que podem ver quando e onde quiserem.

 

4. A influência das apps. O êxito das aplicações móveis começa a se refletir na utilização da televisão. Deste modo, o acesso aos serviços Smart TV já se realiza de forma muito semelhante à da utilização das apps nos smartphones e tablets: através de ícones.

5. Os novos comandos à distância. Já existem inovadoras formas de controlo e interação com o televisor através de gestos e voz. Os comandos à distância foram reinventados para oferecer uma experiência de navegação através de radiofrequência e ponteiros tipo Air Mouse.

 

6. O êxito de aplicações “inesperadas”. A possibilidade de realizar videoconferências gratuitas através da televisão, sem necessidade de operadores telefônicos, ou de jogar diretamente na caixa mágica sem ter uma consola de jogos, também está somando pontos no boom definitivo da Smart TV.

7. A interação com segundas telas. Os serviços de televisão interativa evoluem à medida que os usuários pedem uma maior interação com outros dispositivos. Deste modo, os conteúdos audiovisuais se complementam com a oferta de jogos, concursos, ou informação adicional em seu torno.

 

José Ángel Plaza

Equipe de Transformação da PRISA

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