México e Estados Unidos: A expansão continua

Quando Francisco Javier González, hoje diretor editorial da Televisa Deportes, me chamou para me dizer que o seu amigo Alejandro Elortegui lhe tinha pedido um candidato para dirigir o projeto do AS no México e ele tinha dado o meu nome, a minha agência, La Nacional, e a assessoria que dava a clubes e dirigentes desportivos ocupavam a maior parte do meu tempo laboral. Portanto, agradeci-lhe, tomei nota e decidi ir à reunião para não ficar de mal com um amigo, mas sem grande vontade de regressar a uma redação.

Tinha passado os últimos 25 anos nas redações desportivas da Radio Centro, do Grupo Reforma e do Diario Récord. Pensava que o meu futuro estava mais próximo de um clube de futebol, uma vez que tinha sido sondado para integrar uma direção, do que do regresso ao mundo do jornalismo desportivo. Mas, depois de algumas intensas (Disse intensas? Muito intensas.) conversas com Elortegui, decidi alternar alguns dos meus compromissos com esta nova aventura.

As_Mexico

Resolvidas algumas questões, 25 dias depois daquela primeira reunião, o AS México estava a publicar informação a partir de uma redação situada fisicamente nas instalações da Televisa Radio, na Cidade do México, com um coordenador do calibre de Roberto Vargas, sete editores e redatores, e mais três colaboradores externos. Em tempo recorde, mas com talento de sobra.

No México, devido à dimensão do mercado e à sua paixão pelo futebol espanhol e, sobretudo, pela Champions League, parece ser uma aposta segura. Mas também o será pela capacidade do jornalista asteca, inquieto, trabalhador, criativo e de confiança, a quem basta dar as ferramentas e a orientação indicadas para que nos surpreenda com os seus resultados. Assim, quando me dizem que tudo aponta para que cheguemos à meta prevista (um milhão e meio de utilizadores únicos mensais) quatro meses antes do prazo, não fico surpreendido. O México já estava preparado para receber uma plataforma como a do AS.com e fazer parte de um jornalismo desportivo global, sendo incluído na lista de participantes.

O desafio neste país não será apenas continuar a aumentar as metas previstas de usuários, mas fazer pela melhoria da sinergia, sobretudo na área comercial, com os nossos sócios na Televisa Radio, uma vez que os conteúdos de ambas as marcas podem ser partilhados, combinados e complementados para oferecer ao consumidor uma verdadeira multiplataforma da qual possa desfrutar aquando dos três grandes eventos do próximo verão: a Copa América Centenário, o Campeonato Europeu de Futebol de França e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Precisamente na semana passada, acabámos de fechar acordos com a Coca-Cola e a Gillette, que terão presença no AS.com e em Los 40 Principales.

Diario_As_Mexico

Um novo bebé

Escrevo para este blogue na segunda-feira, dia 16 de novembro, às cinco da tarde, depois de rever os conteúdos da nossa nova redação em Miami (juntamente com alguns probleminhas com o editor na Colômbia, Chile e México).

De forma remota, e com a estupenda coordenação de Daniel Hidalgo, também me deram a responsabilidade de arrancar com o AS USA, onde pretendemos juntar os oito editores e redatores da redação do México com uma equipa de seis elementos que trabalharão a partir da Florida para cobrir, em espanhol, três países estratégicos para o Grupo: o México, os Estados Unidos e o Canadá.

Cada uma das nações que menciono tem interesses específicos, como as ligas locais de futebol (Liga MX, MLS ou NASL) ou outras modalidades de destaque como o futebol americano (NFL), o basebol (MLB) ou o basquetebol (NBA), mas também geram milhões de visitas que se querem inteirar do que anda a fazer o Real Madrid e o Barcelona ou Messi e CR7. Só é possível oferecer tudo isto aos utilizadores graças a esta equipa de especialistas que certamente se expandirá rapidamente, uma vez que o potencial comercial da região está comprovado.

O que se segue?

É difícil saber tendo passado tão poucos meses nesta casa, mas a América Central já se interessou pelo que se está a fazer na América do Norte e do Sul. Há também nações, como a Argentina e o Brasil, que são interessantes pelo número de seguidores do futebol ibérico e, como sempre, o futebol, o desporto em geral e a paixão estão presentes. Falta ver se somos capazes de fazer negócio nesses mercados.


Alejandro Gómez
Director AS México

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