Mulheres Líderes no Mundo das Startups

Não há dúvidas de que, nos últimos anos, se tem dado um despertar no mundo do empreendedorismo e das startups. Esta nova geração busca inovar, criar produtos e serviços que impliquem uma mudança e ajudem a comunidade a crescer. O resultado foi a expansão das startups para lá de Silicon Valley e, agora, Singapura, Chile, Coreia do Sul, Brasil e Barcelona, em Espanha, competem entre si para serem a próxima fonte de inovação e tecnologia. Mas que papel está tendo a mulher nesta vaga de mudança?

As mulheres percorreram um longo caminho para conseguirem ter os mesmos direitos que os homens mas, no mundo do trabalho, a tendência continua a ser que os cargos de liderança a nível da direção (CEO, presidente, chefes de departamento) sejam na sua maioria um território masculino. Este padrão se repete no mundo das startups, onde em geral 90% são fundadas e lideradas por um homem, de acordo com os dados recolhidos no Startup Ecosystem Report 2012 da Telefónica.

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A Espanha não é exceção. A Startupxplore, plataforma que registra as startups criadas neste país, reporta que apenas entre 10 a 15% delas foram fundadas por uma mulher. Este número baixo pode se dever a vários fatores, entre eles a educação. Na sua maioria, as startups criam produtos tecnológicos e plataformas de serviços online, onde os cursos STEM (acrônimo inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemáticas) têm um peso importante. Em Espanha, apenas 26,1% dos alunos inscritos em Engenharia são mulheres, segundo os dados recolhidos pelo Ministério da Educação entre 2013 e 2014. A nível europeu, as mulheres representam apenas 29% dos graduados em cursos de tecnologias da informação e da comunicação (TIC), segundo os dados do inquérito realizado pela Comissão Europeia em 2013.

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Gloria Molins, CEO de trip4real.

Ainda assim, mulheres como Gloria Molins, CEO da trip4real, apostam em empreender e se aventurar no mundo das startups. A formação de Molins é diversificada, indo do turismo aos negócios e ao e-commerce, o que prova que os cursos técnicos não são os únicos que importam para criar uma startup. Ela defende que “as mulheres estão tão capacitadas como os homens para criar empresas que impliquem uma mudança. Daí que a trip4real ofereça experiências pela mão de gente autóctone a viajantes. Isso beneficia a comunidade, a gente local que ganha dinheiro extra e o viajante, que tem uma experiência autêntica”.

Gloria também defende que as mulheres têm facilidade no multitasking. Qualidades indispensáveis para levar avante uma startup em que se está constantemente em busca de investidores, de se expandir para novos mercados, de oportunidades em eventos e conferências do setor, parcerias e um sem fim de elementos que fazem com que uma empresa tenha êxito.

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De izquierda a derecha: Mariella Gambardella y Marta Grosso, Anabel Zamora, Mar Alarcón y María-Christina Rus.

Apesar de não haver muitas startups criadas pelo sexo feminino, são cada vez mais as que se juntam às fundadoras da trip4real, 24fab.com (Anabel Zamora), SocialCar (Mar Alarcón), Espectacularkids (Mariella Gambardella y Marta Grosso) e CoworkingOn (María-Christina Rus), e que se lançam como empreendedoras. Espera-se que, dentro de poucos anos, os dados aqui mencionados estejam mais perto dos 50% e que tudo esteja equilibrado e normalizado, de modo a que este tipo de informação deixe de ser relevante.


Zhandra Fuentes
Communications Manager de Trip4real

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