Neurociência e tecnologia: oportunidades para a educação

A educação encontra-se num momento de transição, tentando processar e incorporar diversas inovações que, desde há alguns anos, estão modificando a visão que os seres humanos têm deles próprios e da sua relação com o ambiente. Dos campos merecem especial atenção pelas oportunidades que oferecem:

  • cerebro2Graças às Imagens de Ressonância Magnética (IRM), as investigações sobre o cérebro se intensificaram, alcançando resultados significativos como a plasticidade cerebral, queenriquece outras disciplinas, como a educação.
  • As TIC  demonstraram a sua influência para condicionar certos tipos de sinapses cerebrais, de tal forma que diversos autores consideram que a brecha entre esta geração e os seus antecessores é cerebral. E se manifesta em formas diferentes de processar a informação, se relacionar e aprender.

Lições do nosso cérebro

Em relação ao supracitado, o cérebro tem a capacidade de formar novas redes ou modificar constantemente as existentes como resultado da interação da pessoa com o ambiente. Para além disso, tal como refere o divulgador científico Eduardo Punset, é capaz de “se recuperar, de substituir umas faculdades por outras, de si manipular a si próprio para resolver problemas”.

Esta forma de entender o cérebro humano nos levar a perguntar: o que deve mudar na nossa maneira de ensinar? Surgiram novas formas de ler e processar a informação? Que papel pode desempenhar a tecnologia na alteração metodológica?

A Santillana responde a este contexto com propostas digitais com as quais convida os docentes e centros educativos a uma transformação coerente com as inovações da era digital, mas sustentadas pela aprendizagem do aluno.

Neste sentido, se promove a mudança tecnológica através de aulas enriquecidas com as TIC para alcançar três objetivos:

  • Permitir que os estudantes acedam à informação através de várias experiências sensoriais. É preciso não esquecer que os nossos sentidos são receptores especializados em informação e, como tal, enviam ao cérebro um conjunto de sinais a que este atribui significado.
  • Fortalecer nos estudantes as novas capacidades que elas desenvolvem: maior vigilância mental (a Internet exercita o cérebro como as palavras cruzadas), capacidade de decisão constante, reconhecimento de padrões, etc. sem renunciar, claro, às capacidades “tradicionais” que se mantêm válidas: concentração, leitura profunda, etc.
  • Fomentar nos docentes uma atitude de aprendizagem constante, essencial para a mudança, sob o princípio de que o nosso cérebro está sempre pronto para criar novos caminhos e que o que aprendemos em determinado momento pode ser modificado e melhorado.

Como exemplo desta experiência está a aplicação Trazos (Google PlayiTunes), desenvolvida na Santillana Centroamérica Norte, orientada para o desenvolvimento da grafomotricidade nas crianças do ensino pré-escolar, que foi lançada na App Store no dia 20 de janeiro. Através de várias atividades, esta aplicação reforça a fase anterior à escritura, treinando com os mais pequenos os movimentos básicos que fazem parte do traçar das letras.

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Não se trata, pois, de colocar no centro da educação os dispositivos tecnológicos, mas sim de potenciar o seu uso pedagógico.

Vídeo: Entrena tu cerebro, cambia tu mente no programa Redes (RTVE.es) dirigido por Eduardo Punset.

Francisco Porres Arellano
Coordenador de Estudos Sociais da Santillana El Salvador

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