O que é uma startup?

Trata-se de um dos termos que mais manchetes estão arrecadando no mundo empresarial e digital, mas saberemos ao certo o que é uma startup? Basicamente, é uma nova companhia, normalmente de base tecnológica, com uma grande dose de inovação e elevadas possibilidades de crescimento. Os seus fundadores contam com uma ideia diferenciadora que facilita um determinado processo e que, de alguma maneira, mudará as nossas vidas, apesar de precisarem desesperadamente de financiamento para conseguirem vingar.

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Quais são suas características?

  • São equipes jovens. O fator humano é fundamental, a empresa tem de ser composta por pessoas entusiásticas, regra geral estudantes, recém-licenciados ou jovens profissionais com uma certa especialização. Normalmente, convém começar com uma equipe o mais reduzida possível para assegurar o possível crescimento.
  • São flexíveis e mutáveis. Estas empresas se adaptam rapidamente às exigências sociais. Estão atentas tanto ao que está em voga na rua como ao que se debate nos meios profissionais.
  • Buscam satisfazer rapidamente o mercado. Interessam-lhe os segmentos onde é necessário introduzir melhorias ou serviços, pelo menos durante um determinado período de tempo.
  • Estão orientadas exclusivamente para o cliente final. Utilizam a comunicação contínua e aberta que a Internet lhes oferece. Manter uma boa imagem é fundamental.
  • Trabalham com custos mínimos. O investimento inicial neste tipo de negócios não é muito elevado, contudo, espera-se sempre aumentá-lo entre 5 e 20 vezes mais em 4 ou 5 anos.

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Onde se vai buscar o dinheiro?

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No que diz respeito ao seu financiamento, é preciso ter em conta que este tipo de negócio é de capital de risco, ou seja, podem representar um fracasso para os seus investidores. Em contrapartida, o dinheiro que é necessário investir para lançar a empresa não costuma ser muito e, se o negócio acabar por ter sucesso, os lucros costumam ser exponencialmente altos, pelo que o investimento é sobejamente compensado. Os principais modelos de apoio às startups são:

  • Investidores de capital de risco e business angels: ambos colocam o seu dinheiro à disposição do negócio emergente. A diferença é que os segundos contribuem também com os seus conhecimentos profissionais e os seus contatos para assegurar o êxito do negócio.
  • Integração em empresas: as startups concebem produtos específicos para serem integrados em grandes empresas, onde podem evoluir mais facilmente e em pouco tempo.
  • Modelo público-privado: situação em que os estados intervêm, proporcionando as condições necessárias para que estas empresas comecem a sua trajetória.

Apesar de as fases de financiamento variarem em função do tipo de empresa, o setor a que pertence e o país de origem, quando uma startup busca investidores, o processo costuma ter as seguintes etapas:

  1. Capital semente (seed capital). Nesta fase, arrecada-se o dinheiro destinado a constituir a companhia, que é fornecido sobretudo pelos próprios sócios, pelos três F (Family, Friends and Fools – Família, Amigos e Loucos), pequenos investidores e até mesmo de uma primeira ronda de business angels. O capital semente permite desenvolver o protótipo do produto e despertar o interesse de novos investidores para as rondas seguintes de financiamento.
  2. Etapa inicial (early stage). A companhia já foi criada, mas ainda se encontra numa fase incipiente e agora precisa de reunir uma quantia considerável para desenvolver a sua atividade a médio e longo prazo. Trata-se de uma etapa em que é crucial conquistar a confiança dos investidores privados e dos business angels, que irão pender sobretudo para os negócios com possibilidades de crescimento rápido e que possam oferecer uma rentabilidade elevada.
  3. Capital privado (venture capital). As receitas já são superiores aos gastos, pelo que a empresa considera que, para continuar crescendo, é conveniente ter uma nova injeção de capital que lhes permita também recuperar o dinheiro dos primeiros investidores. Esta etapa costuma se dividir em diversas séries que são nomeadas de acordo com o abecedário: Série A, Série B, Série C e assim sucessivamente.
  4. Cotação na bolsa. Uma vez realizadas várias rondas de capital privado e se a startup não tiver sido comprada por uma grande firma, este é um bom momento para ser cotada na bolsa.

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Onde se empreende?

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Tratando-se de negócios com base na Internet, podem trabalhar praticamente a partir de qualquer cantinho, ainda que os lugares habituais para se dar início a um percurso deste tipo são:

  • Em casa. Ao estilo de Steve Jobs, implica uma poupança no aluguer de um espaço, mas também afasta demasiado você de outros empreendedores que poderiam enriquecer a própria iniciativa.
  • Incubadoras. Espaços dedicados a acolher negócios na sua fase de gestação, ou seja, quando são pouco mais do que ideias e o seu crescimento é mais natural.
  • Aceleradoras. Empresas que promovem startups que têm já um modelo de negócio com provas dadas, ajudando-as a singrarem, mas minimizando os riscos de investimento.
  • Espaços de coworking. Escritórios partilhados onde se convive com outros empreendedores. Um bom conjunto de mentes pensantes num espaço comum que podem ajudar a colocar o negócio em marcha.
  • Hub, Medialab e Fablab. São espaços de encontro e intercâmbio de inspiração onde é possível realizar experiências ou testes de conceitos, tanto técnicos como científicos, dos produtos que a startuppretende lançar no mercado.

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Quando deixa de se chamar uma startup?

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Uma startup pode deixar de o ser por muitos motivos. O mais desejado é que tenha triunfado e se tenha tornado rentável e, portanto, que tenha alcançado uma certa independência econômica ou que tenha sido adquirida por outra empresa devido ao interesse que despertou num determinado setor.

Com um certo toque de humor, Marek Fodor, cofundador da Atrápalo, propões mais algumas razões para deixarmos de chamar startup a uma empresa:

  • A maioria das pessoas na empresa não trabalha mais de 8,5 horas por dia”. Normalmente, como uma startup é um negócio próprio, trabalha-se quase 24 horas por dia. Quando isso deixa de ser necessário, é porque se chegou ao topo.
  • A principal fonte de inspiração são as ideias da concorrência”. O fluxo inicial de ideias cessou e agora só se procura manter seguro no setor.
  • Os fundadores têm gabinetes separados do resto da equipe”. Aquele grupo de jovens que funcionava como uma unidade foi contaminado pelo ambiente clássico de escritório e já é uma empresa normal.
  • A empresa tem mais de dois anos de vida”. Se ainda não deu o salto, dificilmente virá a dar no futuro. O mais certo é que a ideia inicial esteja já morta ou tenha sido ultrapassada.
  • Os fundadores podem não aparecer no escritório durante vários dias e a empresa continua funcionando tão bem ou melhor do que com eles presentes”. É um claro sintoma da desintegração do conceito de startup. Se as cabeças pensantes não contribuem com nada, o negócio já não é o mesmo que no início.

Em todo o caso, se uma startup culminar, seja por ter êxito ou por fracassar, o ideal é que os fundadores comecem de novo, da estaca zero, porque a capacidade de inovar não está no negócio que se cria, mas no próprio indivíduo.

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Alguns termos com os quais devemos nos familiarizar

Capital semente: também denominado capital de arranque, é o dinheiro base com que se começa a startup, normalmente proveniente das poupanças dos próprios implicados.

• Break Even: celebrado momento em que, por fim, as receitas ultrapassam os gastos. Contudo, também é importante haver uma injeção de capital para aumentar as receitas.

• Business angel: investidor que, além de apoiar economicamente as startups, oferece-lhes um assessoramento profissional, muitos contatos e promoção. Normalmente, só começam a investir quando as empresas contam com algumas vendas.

• Business Plan: trata-se de pôr no papel o plano do negócio a construir, tanto da ideia como da análise e pormenores contextuais, além de um possível futuro a curto ou médio prazo.

• Exit Plan: estratégia que contempla o que acontece quando um investidor deixa de ser acionista da empresa e pretende recuperar o seu capital inicial e também os seus lucros. Deve ser incluído dentro do business plan.

• FFF (Family, Friends and Fools): investidores numa primeira fase de financiamento, em que se apela à boa vontade da família, dos amigos e de um ou outro tolo. Está muito relacionado com o crowdfunding.

• Pitch ou Elevator Pitch: refere-se à apresentação de um projeto de startup perante potenciais clientes ou investidores. Tem este nome devido à semelhança entre a curta duração da apresentação e a de uma viagem de ascensor. Baseia-se em posicionar primeiro a imagem antes da empresa e até mesmo do produto.

• Spin-off: criação de uma nova empresa no seio de outras empresas ou organizações, públicas ou privadas, que já existem e que funcionam como incubadoras.

• Storytelling: técnica através da qual contamos uma história com uma grande carga emocional para atingir um determinado fim. Neste caso, trata-se de vender o nosso projeto tanto a investidores como a compradores.

• Vale da morte: é uma etapa normal para todas as startups na qual, durante o primeiro ano, há apenas perdas e nenhum lucro. Apenas 5% das empresas que arrancam ultrapassam o segundo ano.

• Venture Capital: é o investimento que assegura maior rendimento, uma vez que, apesar de continuar comportando algum risco, é feito numa fase muito avançada da startup.

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