Sweet’ Facebook Home

FacebookHome

Sempre que Zuckerberg convoca os meios de comunicação para apresentar uma novidade, lembro-me daquela frase de Woody Allen no filme “Um Misterioso Assassinato em Manhattan” ou “O Misterioso Assassínio em Manhattan”: “Quando ouço Wagner durante mais de uma hora seguida, fico com vontade de invadir a Polónia”.

Gostaria de saber o que está na lista do Spotify deste rapaz para, em menos de dois anos, ter apresentado o Opengraph, o Graphsearch e, agora, o Facebook Home.

A companhia de Zuckerberg abarca já quase todos os produtos digitais que existem no mercado: redes sociais, buscadores e, agora, entra no mercado móvel com uma aposta arriscada mas muito interessante.

O Facebook Home é um grupo de aplicações cujo objetivo é tornar a experiência móvel do usuário mais social. É apresentado em exclusivo para vários terminais Android (HTC One X, Samsung Galaxy S III e Samsung Galaxy Note II) e um novo terminal em exclusivo, o HTC First, e apresenta uma nova maneira de compreender a relação do usuário com o seu celular.

Para compreender o conceito estratégico por trás deste novo produto, o melhor é focarmo-nos em algumas frases com que Mark Zuckerberg nos presenteou durante a apresentação:

  • “O Facebook Home reformula qualquer celular Android de modo a focá-lo nas pessoas e não nas aplicações”
  • “Queremos criar a melhor experiência para cada pessoa, em cada celular”
  • “Não há versão Chrome, não há navegação. A nossa prioridade é o conteúdo”
  • “A ideia não é só ser o primeiro em celulares, mas ser o melhor”

 

Foi assim que Zuckerberg mostrou este conceito na sua apresentação:

Algumas novidades:

  •  CoverFeed: o usuário poderá ver o que os seus contactos estão fazendo, sem necessidade de instalar uma aplicação. Poderão até ver esta informação mesmo que a tela esteja bloqueada.

  •   “Chat heads”: O messaging está em todo o lado. Seja qual for a aplicação que você estiver utilizando, você poderá ver as mensagens que os seus contactos lhe enviam em pequenas fotografias.

  •   Instagram incorporado: Desta maneira, as notificações aparecem em todo o sistema e em todas as aplicações.

  •   Notificações: Todas as notificações estão focadas nas pessoas. Em vez de mostrar a atividade, a primeira informação que nos mostra é quem está interagindo em cada app.

  • NewsFeed: A tela de início mostrará automaticamente o nosso feed de notícias do Facebook.

 

Porquê o Android?

Como o próprio Zuckerberg declarou, “O Android é a plataforma perfeita porque é muito aberto e permite interagir de forma mais profunda, como não é possível noutros sistemas operativos.”

O Google permite ao Facebook reinventar o Android a seu bel-prazer, mas o que se passa com o Google+? De certeza que o Google terá a sua desforra daqui a uns tempos, mas parece que, estrategicamente, é mais importante que o Android continue sendo o sistema mais aberto do mercado.

 

Publicidade

Os investidores estão tão preocupados com a monetização que Zuckerberg os tranquilizou a todos anunciando que o Facebook Home terá publicidade nas próximas atualizações e, muito provavelmente, no “CoverFeed”.

Mas como? Neste aspeto, o Facebook ainda tem muito trabalho pela frente: oferecer formatos publicitários sociais que ultrapassem as recomendações e que constituam um valor diferencial para marcas e usuários.

Depois de falar sobre o Facebook Home com Cristina Visendaz, Digital Customer Marketing Manager da PRISA, chegámos à conclusão de que um dos grandes feitos de Zuckerberg é ver a necessidade do serviço de uma forma aberta, clara, social e com um enfoque sobre o usuário. Pelos vistos, esta virtude está no ADN de Zuckerberg.

 

Pilar Millán Galante
Group Social Media Manager PRISA Digital

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