Televisão e segunda tela muito mais divertidas

Chegou o momento de começar a ver televisão de uma maneira diferente com tockit, uma inovadora aplicação concebida para ser usada como segunda tela e com a qual você pode comentar com os seus amigos, em tempo real e à semelhança de uma rede social, tudo o que está vendo. O seu criador, Javier Benítez, nos explica como podemos divertir-nos mais vendo televisão e nos fala da criação deste projeto transmedia.

As 10 respostas de:

Javier Benítez – Cofundador de tockit

P- A vossa aplicação, o tockit, permite às pessoas conversar à vontade com os amigos e a família sobre o que estão vendo na televisão sem estarem no mesmo sofá e sem terem de partilhar a manta com mangas. Como surgiu esta ideia? E de onde vem o nome?

R: A ideia surgiu ao meu sócio, Eduardo Monfort, que é o craque da equipe. Um dia, estávamos numa reunião, ele olhou para uma televisão que estava na sala e disse: “40 anos vendo televisão da mesma maneira já é mais do que suficiente”. Depois, nos mostrou o celular e disse: “Com as tecnologias atuais, podemos tornar a televisão muito mais divertida.”

Procurámos um nome neutro, curto e que soasse bem em qualquer idioma. tockit parece um nome anglo-saxónico devido à sua terminação em ‘it’, mas não significa nada em inglês. O nosso objetivo é que o nome acabe sendo associado a televisão social, a uma televisão divertida.

P- Mas comentar programas de televisão e falar mal dos concorrentes do Big Brother já é algo que se faz em outras redes sociais como o Facebook ou o Twitter. Qual é o vosso potencial e o que vos distingue? Quem seria o vosso concorrente mais direto?

R: A diferença fundamental é que os chats do tockit estão adaptados a cada tipo de programa com emoticons (os chamados tockitos) que, com um só clique, se transformam em animações, sons e avaliações específicas desse programa. Por exemplo, quando você está vendo uma partida de futebol, pode opinar que foi um roubo, uma grande jogada, aplaudir, dizer que não foi penálti (e ficar sabendo o que pensam os outros), etc. Basta clicar no botão correspondente e isso se repete para cada tipo de programa.

Por outro lado, a vantagem do tockit é que você tem tudo numa só aplicação: programação, amigos, encontrar pessoas que gostam do mesmo que você, audiências sociais, Facebook e Twitter.

A concorrência é qualquer aplicação que nos permita fazer coisas que torne a experiência de ver televisão mais divertida.

P- Implementar uma start-up é toda uma experiência. Como foi a vossa? Que dificuldades e facilidades encontraram? Qual é o vosso modelo de negócio? Que conselhos você dá aos que estão agora começando?

R: Para mim, a maior dificuldade é equilibrar muito bem os três pilares básicos: produção, usuários e recursos. É como um círculo, se você não alcançar o mínimo com um dos pilares, os outros dois não aguentam.

Não tivemos grandes facilidades além do entusiasmo e da força de todos os que formam a equipe do tockit, um grupo de profissionais, colaboradores e assessores de alto nível com os quais dá gosto trabalhar.

O modelo de negócio se baseia na venda de bens virtuais que melhorem as funcionalidades do usuário na aplicação, patrocínios inovadores de alguns elementos e venda de bens e serviços relacionados com os programas de televisão. Há outras fontes de rendimento que, por enquanto, são confidenciais.

Eu fui coach durante algum tempo e aprendi a não dar conselhos, basicamente porque nunca estamos na situação da pessoa que vamos aconselhar e, mesmo que fosse esse o caso, a atitude da outra pessoa perante a mesma situação também é diferente. Por isso, temos de ter cuidado com os conselhos. Para responder à sua pergunta, o que nós aprendemos com outros projetos é que é importante, no início de um novo empreendimento, contar com um board ou grupo de assessores que já tenham feito coisas parecidas ou que, pelo menos, tenham a experiência e os contactos necessários para acelerar o processo.

P- No Toyoutome, dizemos que os anglicismos não se criam, nem se destroem, só se transformam. Você acha que o zapping se transformou em multitasking? Acha que esta é a chave para manter a preciosa atenção do usuário, ou melhor dizendo, do telespetador?

R: Gosto do que você disse sobre os anglicismos. Não sei até que ponto o zapping se transformou em multitasking, mas percebemos que o público quer mais, que já não se contenta em ser um recetor passivo dos conteúdos que veem de forma unidirecional. O consumidor de hoje em dia é muito mais exigente, mais dinâmico, mais social e mais proativo. Ele gosta de participar, comentar, dar opinião e, sobretudo, poder tomar as suas próprias decisões.

Seguindo essa tendência, o tockit quer oferecer ao consumidor as ferramentas para que possa decidir melhor o que lhe interessa ver e para que possa comentar com os seus amigos ou com outras pessoas que gostem dos mesmos programas.

P- Uma aplicação como a vossa, que oferece uma experiência transmedia muito de acordo com as tendências sociais atuais, pode vir a se transformar num bom medidor de audiências, como é o caso do Tuitele?

R: O objetivo do tockit é se transformar no TV companion de referência para qualquer pessoa que veja televisão, o seu aliado perfeito. O objetivo do tockit não é medir audiências, se bem que dispomos de dados importantes. Acho que o Tuitele já faz isso muito bem.

P- Normalmente, é muito cool comentar que vemos ‘Game of Thrones’ ou uma partida de futebol, ou até mesmo ‘The Walking Dead’. Mas o que acontece quando nos apanham vendo um programa de saúde com a nossa avó? Esta aplicação nos ajuda a perder a noção do ridículo? Não acha que o tockit tem o seu quê de bisbilhotice?

R: (Risos) Excelente pergunta, é verdade que este tipo de coisa pode acontecer. Como acontece com todas as redes sociais, pode haver uma componente de curiosidade, mas no tockit essa componente é mínima, porque você só sabe que programa o seu amigo está vendo. Mas, se ele quiser, pode evitar isso carregando simplesmente no botão de “navegação privada”. Eu não recomendo navegar em modo privado no tockit porque esta aplicação não foi pensada só para contactar com amigos, serve também para encontrar pessoas que gostam dos seus programas preferidos. Na própria grelha de programação, você pode ver de uma vez só que chats estão abertos para cada programa. Muita gente nos tem dito ultimamente: “Gosto do tockit porque começo a comentar um determinado programa com pessoas que não são minhas amigas, dou por mim a rir e, no fim, eles acabam ficando meus amigos, ou pelo menos o meu grupo para esse programa.”

P- Agora, gostávamos que nos contasse os seus segredos digitais pessoais. Qual foi a sua última compra online?

R: ‘Annoyomics’, de Risto Mejide, e tenho na lista de espera o livro de Alejandro Suárez, ‘¡Sí puedes!’. Ambos em formato digital.

P- E-book e / ou livro impresso?

R: Sempre adorei os livros impressos porque gosto muito de sublinhar frases e escrever notas nas margens para voltar a lê-los. Rejeitava os e-books, mas agora me rendi a eles porque podemos ter vários num só dispositivo e porque podemos lê-los a qualquer altura, sem sequer ter de acender a luz.

P- Qual é a aplicação que você mais utiliza no seu smartphone ou no seu tablet? Recomenda alguma para além do tockit?

R: Além das redes sociais mais conhecidas, há uma muito curiosa chamada Path, que serve para tirar fotos, mas tem a particularidade de permitir ir armazenando as suas fotos por ordem cronológica na nuvem, imortalizando esse momento de forma a que, no final, se transforma num diário da sua vida feito a partir de imagens.

P- Você é mais adepto do Twitter ou do Facebook? O que pensa pessoalmente sobre as redes sociais? Consegue imaginar passar um dia sem elas?

R: Sou mais adepto do Twitter para me manter informado, só utilizo o Facebook para assuntos profissionais relacionados com o tockit.

Penso que as redes sociais são fantásticas para estar em contacto com pessoas que, de outra maneira, não contactaria, mas também é preciso ter cuidado porque estamos mais expostos do que pensamos.

www.tockit.com

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