Ultrabooks e televisões inteligentes, as estrelas da CES 2012

Foram quebrados recordes de afluência e magnitude na edição de 2012 da Consumer Electronic Show (CES), a gigantesca feira que, todos os anos, transforma a festiva e libertina Las Vegas no centro estratégico para quem quer conhecer em primeira mão as mais recentes inovações tecnológicas.

Mais de 3100 expositores apresentaram novos produtos num número superior a 20 mil, num espaço equivalente a 37 campos de futebol, a maior área de exposição nos 44 anos de existência deste evento.

Prevê-se que os tablets e os smartphones sejam as estrelas do consumo eletrónico em 2012, com um aumento de vendas na ordem dos 55% e dos 22%, respetivamente, segundo a Associação de Consumo Eletrónico, a entidade organizadora do evento.

Perante tais projeções, fica claro que as batalhas entre portáteis ultraleves, tablets e smartphones vão intensificar-se e a CES ofereceu a primeira oportunidade para ver – e tocar – os trunfos dos principais jogadores, à exceção da Apple, que se mantém à margem, e com a

Lenovo Yoga

Os tablets e os ultrabooks – o conceito criado pela Intel para revolucionar a ideia de computador portátil e fazer frente ao MacBook Air – foram, de facto, o centro das atenções, permitindo identificar várias das que se presume que serão as estrelas dos processadores potentes mas rápidos.

Com base na promessa de juntar o melhor dos tablets (peso inferior a um quilo e bateria com autonomia de oito horas) e o melhor dos portáteis (capacidade, ecrã e teclados grandes), foram apresentados mais de uma centena de ultrabooks, ainda que haja condicionantes a nível do preço, demasiado próximo dos 1000 euros.

Estiveram em destaque modelos como o Acer Aspire C5, o mais fino do mundo; o Dell XPS 13 com um ecrã Gorilla Glas de 13,3’’; o Samsung 9 Series, a segunda geração com um design elegante; o HP Envy Spectre, com um notável ecrã de 14 polegadas, teclado retroiluminado e a capacidade de passar links do telefone para o navegador através da tecnologia NFC; o protótipo da Toshiba, que se aliará ao Ultrabook Project com o líder e vocalista dos The Black Eyed Peas. A novidade mais surpreendente foi o Lenovo Yoga, que chegará mais tarde ao mercado, sendo lançado com o Windows 8, e que pode ser aberto num ângulo de 360 graus.

Infográfico: Os 45 anos do CES

 

Quanto aos tablets, destacaram-se o Acer Iconia Tab A700, com software Android 4.0, também conhecido como Ice Cream Sandwich, e um enorme processador Quadcore; o Toshiba Excite X10; os modelos da Samsung, entre smartphones grandes e tablets minúsculos, como o Galaxy Note e o Samsung Galaxy Tab 7.7, com um ecrã magnífico; e, sobretudo, as apostas da Lenovo: o IdeaPadS2, que executa também o software Android 4 e permite integrar um teclado que o transforma praticamente num portátil; e o IdeaPadK2.

Conectividade, dispositivos e televisão inteligente

De acordo com as estimativas da Cisco, a categoria que apresenta um crescimento mais rápido no que concerne o tráfego de Internet, nos últimos tempos, está relacionada com a comunicação de dados M2M, “máquina a máquina”, com uma taxa de crescimento de 258% por ano.

Esta tendência ficou mais do que comprovada com a apresentação de inúmeros dispositivos inteligentes. A LG mostrou-se orgulhosa da segunda geração dos seus eletrodomésticos Thinq-enabled, como um frigorífico capaz de fazer a lista das compras, pedir artigos que estejam a acabar e fazer sugestões de receitas à cozinha inteligente a que está ligado.

A Samsung, o líder mundial de vendas de televisões, ampliou esta visão futurista para englobar todo um ecossistema de eletrodomésticos inteligentes interligados, com a smart tv como centro e hub digital.

Esta foi a outra grande aposta da CES 2012, a televisão, já não tão focada na tecnologia 3D – ainda que a Stream TV Network tenha deslumbrado com a sua Ultra-D, uma tecnologia que transforma uma imagem 2D em 3D, sem necessidade de óculos –, mas concebendo-a como um dispositivo inteligente.

Lenovo K91

 

Entretenimento com ligação às redes sociais, streaming de música e de vídeo, aplicações e conectividade através de ecrãs múltiplos foram as principais vantagens em destaque.

As melhores alternativas apresentadas foram, na sua maioria, fruto de alianças entre companhias tecnológicas tradicionais e as empresas da Internet: a Ubuntu TV, que leva a Linux à televisão; a Lenovo, com a primeira televisão controlada por Android 4.0; a LG, que agora promove o Google TV, com reconhecimento de gestos e de voz; a Panasonic com o MySpace; acrescente-se a tudo isto os rumores do lançamento da Apple TV, que estará para breve.

Comandos novos

Esta projeção utópica não poderia concretizar-se com simples teclados. A CES também apresentou as inovações em superfícies multitouch, reconhecimento facial e controlo de voz.

A Nuance, que desenvolveu a tecnologia do Siri, o assistente do iPhone4S, mostrou, ainda que não ao público geral, as suas novas DragonTV, com o interface de voz que poderá ser incluído nas próximas televisões inteligentes, como a hipotética iTV da Apple.

A start up Tobii apresentou o seu sistema de seguimento ocular, enquanto a Prime Sense, responsável pela tecnologia que suporta a Xbox Kinect, exibiu a nova geração dos seus sistemas de reconhecimento de movimento, através de uma câmara 3D, que permitem controlar dispositivos através de gestos próprios de ecrã tátil, mas feitos no ar e até dez metros de distância.

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