Un paseo productivo por eShow Madrid

Ontem, dei uma volta pela eShow, feira dedicada ao eCommerce, Marketing Online, Social Media, Mobilidade, Internet das Coisas e Hosting & Cloud Computing da Ibero-América. Consegue imaginar, certamente… Muitos stands, pessoas de fato, assistentes, muitos óculos de massa e eu à caça de algo interessante.

Após evitar aproximar-me dos stands para que não me enchessem de sacos e sacolas de papel, canetas e outras coisas que acabam no lixo, li o programa na diagonal e fui para o auditório dos #TCTALKS (palestras breves mas intensas), onde Alex Gibelalde (Diretor de Marketing do Twitter Espanha) recomendava não programar tweets para as horas certas, uma vez que as cronologias se enchem de tweets programados.

A seguir, tomou a palavra um executivo do Dia – sim, o supermercado – para falar da transformação digital desta cadeia de distribuição alimentar. Juan Pedro Agustín Martín (Head of Digital do DIA Group) contou como em muito pouco tempo foram capazes de implementar um processo de transformação constante, adaptado às novas necessidades dos seus clientes, e criar um eixo chave da sua estratégia de negócio.

Depois, ouvi  Javier López de Haro (Diretor de Marketing do OpenBank), que falou do novo modelo de relacionamento através do conhecimento dos clientes nas plataformas sociais. Trata-se do primeiro banco que se relaciona com os seus clientes via Whatsapp e ele assegurou que a digitalização os ajuda a ser mais eficientes, eficazes e competitivos. “Ou mudamos e estamos presentes onde as pessoas estão, ou nos transformaremos numa futility“.

A palestra seguinte, intitulada “Branco e Negro na Transformação Digital”, estava repleta de máximas contundentes ditadas por  Juan Luis Polo, Diretor da Territorio Creativo:

  • Não se pode triunfar hoje em dia sem conteúdos próprios”.
  • “Não se trata de tentar, acertar e falhas, mas sim de tentar, acertar ou aprender”.
  • “Há um tipo de salário que não se paga com dinheiro e chama-se motivação”.
  • “Reter o talento é fundamental para as companhias”.
  • “A transformação digital se apoia no nível e na velocidade da inovação digital que exige processos simples“.

E mostrou um processo de compra atual: Vê-se refletido neste vídeo?

Por fim, começou o fórum de vídeo online e  Anselmo Segarra, de Be On, enumerou os componentes que ditam o êxito de um vídeo:

  • Atração
  • Retenção
  • ‘Engagement’
  • Impacto

E pronunció frases como: “o vídeo deve terminar com um pico emocional alto que incentive o usuário a partilhá-lo. A marca deve ficar para segundo plano, senão, será muito intrusiva e o usuário não partilhará o vídeo.” Mostrou alguns exemplos:: “Volvo Trucks. Van Damme”  e “A mãe mais bonita do mundo” da Hero Baby.

Mas o que realmente captou a minha atenção foi a app apresentada por David Segura, sócio e cofundador da Wouzee. Trata-se de uma aplicação gratuita de «live streaming», de capital espanhol, que permite a emissão em tempo real a partir do celular para dispositivos móveis, PCs e «Smart TVs». Este conceito de live streaming permite aos usuários partilharem qualquer acontecimento que estejam presenciando em tempo real, ou que tenham produzido previamente, assim como a criação de um canal próprio que emita a programação que o seu autor decida.

As pessoas se transformam em canais, atingindo uma grande capacidade de influência, por isso, os principais destinatários são os meios de comunicação, uma vez que obtêm um conteúdo extra, tendo em conta que os perfis nas redes sociais dos jornalistas são cada vez mais valorizados e trazem cada vez mais tráfego para os meios. A campanha de lançamento do Wouzee apoiou-se nos chamados “influencers”, pessoas que criam conteúdos e que são muito seguidas, como Maldini e Santi Cañizares.

Ainda esta semana se soube que o grupo de imprensa Unidad Editorial adquiriu 10% do Wouzee, de modo a poder utilizar a ferramenta nos portais digitais das suas diferentes publicações.

Mas a minha jornada não ficou por aí, pois não podia perder o fórum de debate sobre a Gamificação, que contou, entre outros, com o meu ex-colega Berni Melero, que encorajou as companhias a ter gamificação em todo o lado: RRSS, dispositivos móveis, Internet… “Cria uma ligação com as marcas, provoca estímulos e emoções, e humaniza processos.”.

Portanto… vamos a jogar! 🙂


Ascensión Martín Herranz
Comunicación PRISA TV

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